Autocuidado e prevenção do câncer de mama são temas de roda de conversa promovida pelo MAMA
O MAMA - Culturas de Prevenção promoveu, na última quarta-feira (19/02), em Porto Alegre, uma roda de conversa com o objetivo de refletir sobre os desafios de ser mulher e sensibilizar para a importância da prevenção do câncer de mama.
O encontro contou com mediação de Julia Presotto, cofundadora do MAMA, e reuniu mulheres e profissionais multidisciplinares: a fisioterapeuta Alessandra Tessaro, a psicóloga Bárbara Brea, a Dra. Luísa Comerlato Beck, especialista em Medicina Interna, a cientista social Carla Almeida e a mastologista Alessandra Borba. A roda de conversa reuniu mais de 20 mulheres de diferentes áreas, todas engajadas na sensibilização sobre o câncer de mama e no fortalecimento do autocuidado feminino.
"Essa roda de conversa conecta mulheres que nos inspiram. É um encontro para refletirmos sobre os desafios do autocuidado em um Brasil com realidades tão complexas", destacou Julia Presotto. “O MAMA é esse espaço de troca e sensibilização, onde mostramos que a prevenção pode ser acessível e fazer parte do dia a dia”, complementa Luciê Alessi, cofundadora do MAMA.
Com 23 anos de experiência no tratamento do câncer de mama, a fisioterapeuta mamária Alessandra Tessaro ressaltou a importância da prevenção e do acesso à informação: "Prevenção é algo tão importante e, ao mesmo tempo, tão pouco falado. O que estamos fazendo aqui é essencial. Muitas vezes, quando alguém recebe um diagnóstico, sua rede de amigas e familiares corre para fazer exames. Mas ainda existe o tabu de que 'quem procura, acha', especialmente entre mulheres com menor acesso aos serviços de saúde".
Dra. Luísa Comerlato Beck reforçou a necessidade de conscientização sobre o impacto das escolhas diárias na prevenção: "Muito se fala sobre a importância de prevenir doenças, mas como fazemos isso? Criar consciência das nossas escolhas é difícil. Pequenas mudanças, como trocar o elevador pelas escadas, fazem diferença. Como profissionais, precisamos trazer essa percepção de que o estilo de vida é importante e que não podemos atribuir tudo à genética, que representa de 5 a 10% dos casos apenas".
A psicóloga Bárbara Dornelles Brea, especialista em psico-oncologia, pontuou que o câncer, inclusive o de mama, é uma doença relacionada à longevidade, mas que também pode afetar pessoas jovens. "Muitos pacientes sentem culpa e perguntam 'por que eu?'. Precisamos ressignificar essa questão, entendendo que, com o aumento da expectativa de vida, os casos de câncer se tornarão cada vez mais comuns".
Carla Almeida, head de mobilização social do MAMA, destacou a necessidade de combater estigmas: "para avançarmos na prevenção, precisamos estar atentas e compreenderem que as questões econômicas, sociais e culturais, assim como a ausência de políticas públicas efetivas, impactam numa menor capacidade de incorporação de hábitos saudáveis e no acesso a serviços de saúde e a informação. É importante entendermos como a intersecção das condições econômicas, raça/etnia, identidade de gênero e sexualidade, questões geracionais potencializam os contextos de vulnerabilidade".
O evento reforçou o compromisso do MAMA em promover discussões e disseminar conhecimento sobre prevenção, autocuidado e bem-estar das mulheres. A iniciativa segue fortalecendo uma rede de apoio e mobilização social para que cada vez mais mulheres tenham acesso à informação e às práticas de prevenção.
MAMA MAG é uma iniciativa do MAMA. Semanalmente, publicamos entrevistas e reportagens sobre assuntos que conectam arte, cultura, tecnologia, saúde e bem-estar.
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O MAMA - Culturas de Prevenção promoveu, na última quarta-feira (19/02), em Porto Alegre, uma roda de conversa com o objetivo de refletir sobre os desafios de ser mulher e sensibilizar para a importância da prevenção do câncer de mama.
O encontro contou com mediação de Julia Presotto, cofundadora do MAMA, e reuniu mulheres e profissionais multidisciplinares: a fisioterapeuta Alessandra Tessaro, a psicóloga Bárbara Brea, a Dra. Luísa Comerlato Beck, especialista em Medicina Interna, a cientista social Carla Almeida e a mastologista Alessandra Borba. A roda de conversa reuniu mais de 20 mulheres de diferentes áreas, todas engajadas na sensibilização sobre o câncer de mama e no fortalecimento do autocuidado feminino.
"Essa roda de conversa conecta mulheres que nos inspiram. É um encontro para refletirmos sobre os desafios do autocuidado em um Brasil com realidades tão complexas", destacou Julia Presotto. “O MAMA é esse espaço de troca e sensibilização, onde mostramos que a prevenção pode ser acessível e fazer parte do dia a dia”, complementa Luciê Alessi, cofundadora do MAMA.
Com 23 anos de experiência no tratamento do câncer de mama, a fisioterapeuta mamária Alessandra Tessaro ressaltou a importância da prevenção e do acesso à informação: "Prevenção é algo tão importante e, ao mesmo tempo, tão pouco falado. O que estamos fazendo aqui é essencial. Muitas vezes, quando alguém recebe um diagnóstico, sua rede de amigas e familiares corre para fazer exames. Mas ainda existe o tabu de que 'quem procura, acha', especialmente entre mulheres com menor acesso aos serviços de saúde".
Dra. Luísa Comerlato Beck reforçou a necessidade de conscientização sobre o impacto das escolhas diárias na prevenção: "Muito se fala sobre a importância de prevenir doenças, mas como fazemos isso? Criar consciência das nossas escolhas é difícil. Pequenas mudanças, como trocar o elevador pelas escadas, fazem diferença. Como profissionais, precisamos trazer essa percepção de que o estilo de vida é importante e que não podemos atribuir tudo à genética, que representa de 5 a 10% dos casos apenas".
A psicóloga Bárbara Dornelles Brea, especialista em psico-oncologia, pontuou que o câncer, inclusive o de mama, é uma doença relacionada à longevidade, mas que também pode afetar pessoas jovens. "Muitos pacientes sentem culpa e perguntam 'por que eu?'. Precisamos ressignificar essa questão, entendendo que, com o aumento da expectativa de vida, os casos de câncer se tornarão cada vez mais comuns".
Carla Almeida, head de mobilização social do MAMA, destacou a necessidade de combater estigmas: "para avançarmos na prevenção, precisamos estar atentas e compreenderem que as questões econômicas, sociais e culturais, assim como a ausência de políticas públicas efetivas, impactam numa menor capacidade de incorporação de hábitos saudáveis e no acesso a serviços de saúde e a informação. É importante entendermos como a intersecção das condições econômicas, raça/etnia, identidade de gênero e sexualidade, questões geracionais potencializam os contextos de vulnerabilidade".
O evento reforçou o compromisso do MAMA em promover discussões e disseminar conhecimento sobre prevenção, autocuidado e bem-estar das mulheres. A iniciativa segue fortalecendo uma rede de apoio e mobilização social para que cada vez mais mulheres tenham acesso à informação e às práticas de prevenção.
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