Claudia Klumpp: “o câncer é uma oportunidade de ressignificar a vida”
Ao longo de 15 anos dedicados à oncologia, Claudia Klumpp construiu uma carreira marcada pela sensibilidade e comprometimento. Formada pela Universidade Federal de São Paulo e com especialização em Oncologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, ela hoje atua como Navegadora Especialista no AC Camargo, além de ser uma das vozes do MAMA em nossas intervenções dialogadas. Em uma conversa com MAMA MAG, Claudia compartilhou sua jornada, os desafios da profissão e a importância da prevenção na luta contra o câncer.
Desde cedo, Claudia sentiu-se chamada à oncologia, motivada por uma experiência pessoal. “Minha trajetória começou ainda no primeiro ano da faculdade, quando uma amiga muito próxima queria fazer o TCC [trabalho acadêmico de conclusão de curso] na área de oncologia, pois o namorado dela estava em tratamento contra um linfoma. Infelizmente, ela faleceu num acidente de carro, e, em sua homenagem, decidi manter a promessa de seguir com algum estudo na área”, relembra emocionada. Esse evento marcante consolidou seu desejo de mergulhar no universo da oncologia, onde viu a oportunidade de fazer a diferença.
Ressignificados
Ao longo de sua carreira, Claudia passou a lidar com tumores hematológicos e, mais recentemente, com tumores sólidos, especializando-se no acompanhamento de pacientes diagnosticadas com câncer de mama. Desde 2018, ela faz parte do Programa de Navegação do AC Camargo, atuando no setor de mastologia, onde oferece suporte a mulheres em diversas fases de suas jornadas contra a doença. “Quando falamos de câncer, estamos falando de um processo desafiador, que é multifatorial. A agilidade com que novos métodos de diagnóstico e tratamento surgem me motivou ainda mais a entrar na oncologia. Cuidar do paciente como um todo, estar perto e ajudá-lo a superar cada etapa, é muito gratificante para mim”, explica.
Para Claudia, o câncer não deve ser encarado como uma sentença de morte, mas como uma oportunidade de ressignificação. “Eu não enxergo o câncer como um fim, mas como uma chance de refletir sobre a vida, sobre o que é realmente importante. Acredito que essa visão me ajuda a manter a calma nos momentos mais difíceis, quando as coisas não saem como gostaríamos.”
Rompendo ciclos
Se no AC Camargo Claudia acompanha pacientes já acometidas pela doença, no MAMA ela atua com a prevenção, algo que considera essencial para reduzir a incidência do câncer em estágios avançados. “Entrar para o MAMA foi um privilégio. No meu trabalho diário, vejo pacientes que já estão em tratamento, muitas vezes em fases avançadas da doença. Trabalhar com prevenção é diferente; é agir antes. É ajudar a evitar que essas mulheres cheguem ao estágio em que os tratamentos são mais agressivos, onde a cura nem sempre é possível. No MAMA, levamos educação e informação de maneira acessível para todas, tentando romper esse ciclo.”
Claudia acredita profundamente na educação como ferramenta de transformação. “Culturalmente, as mulheres são ensinadas a cuidar de todos, menos de si mesmas. Além disso, com a entrada no mercado de trabalho e as múltiplas tarefas que acumulam, elas acabam negligenciando o autocuidado”, observa. Para ela, o desafio é ainda maior em regiões onde o acesso aos serviços de saúde é escasso. “Em muitas áreas do Brasil, as mulheres não têm acesso a exames básicos de rastreamento ou a consultas periódicas. Isso cria uma bola de neve: a falta de tempo, de informação adequada e de acesso aos serviços de saúde alimenta um ciclo vicioso que precisamos quebrar.”
A navegadora oncológica também destaca a importância da atuação do MAMA na conscientização de mulheres de todas as idades sobre o autocuidado e a prevenção do câncer de mama. “Nosso trabalho é educar e conscientizar. Queremos que as mulheres entendam que o câncer de mama, quando detectado precocemente, tem grandes chances de cura. Quanto mais cedo agirmos, melhores serão os resultados”, explica. Para ela, a missão do MAMA é clara: “estamos aqui para garantir que a informação correta chegue a quem mais precisa, em todos os cantos do país. A educação em saúde é um direito, e nossa luta é para que todas as mulheres tenham acesso a isso.”
MAMA MAG é uma iniciativa do MAMA. Semanalmente, publicamos entrevistas e reportagens sobre assuntos que conectam arte, cultura, tecnologia, saúde e bem-estar.
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Claudia Klumpp: “o câncer é uma oportunidade de ressignificar a vida”
Ao longo de 15 anos dedicados à oncologia, Claudia Klumpp construiu uma carreira marcada pela sensibilidade e comprometimento. Formada pela Universidade Federal de São Paulo e com especialização em Oncologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, ela hoje atua como Navegadora Especialista no AC Camargo, além de ser uma das vozes do MAMA em nossas intervenções dialogadas. Em uma conversa com MAMA MAG, Claudia compartilhou sua jornada, os desafios da profissão e a importância da prevenção na luta contra o câncer.
Desde cedo, Claudia sentiu-se chamada à oncologia, motivada por uma experiência pessoal. “Minha trajetória começou ainda no primeiro ano da faculdade, quando uma amiga muito próxima queria fazer o TCC [trabalho acadêmico de conclusão de curso] na área de oncologia, pois o namorado dela estava em tratamento contra um linfoma. Infelizmente, ela faleceu num acidente de carro, e, em sua homenagem, decidi manter a promessa de seguir com algum estudo na área”, relembra emocionada. Esse evento marcante consolidou seu desejo de mergulhar no universo da oncologia, onde viu a oportunidade de fazer a diferença.
Ressignificados
Ao longo de sua carreira, Claudia passou a lidar com tumores hematológicos e, mais recentemente, com tumores sólidos, especializando-se no acompanhamento de pacientes diagnosticadas com câncer de mama. Desde 2018, ela faz parte do Programa de Navegação do AC Camargo, atuando no setor de mastologia, onde oferece suporte a mulheres em diversas fases de suas jornadas contra a doença. “Quando falamos de câncer, estamos falando de um processo desafiador, que é multifatorial. A agilidade com que novos métodos de diagnóstico e tratamento surgem me motivou ainda mais a entrar na oncologia. Cuidar do paciente como um todo, estar perto e ajudá-lo a superar cada etapa, é muito gratificante para mim”, explica.
Para Claudia, o câncer não deve ser encarado como uma sentença de morte, mas como uma oportunidade de ressignificação. “Eu não enxergo o câncer como um fim, mas como uma chance de refletir sobre a vida, sobre o que é realmente importante. Acredito que essa visão me ajuda a manter a calma nos momentos mais difíceis, quando as coisas não saem como gostaríamos.”
Rompendo ciclos
Se no AC Camargo Claudia acompanha pacientes já acometidas pela doença, no MAMA ela atua com a prevenção, algo que considera essencial para reduzir a incidência do câncer em estágios avançados. “Entrar para o MAMA foi um privilégio. No meu trabalho diário, vejo pacientes que já estão em tratamento, muitas vezes em fases avançadas da doença. Trabalhar com prevenção é diferente; é agir antes. É ajudar a evitar que essas mulheres cheguem ao estágio em que os tratamentos são mais agressivos, onde a cura nem sempre é possível. No MAMA, levamos educação e informação de maneira acessível para todas, tentando romper esse ciclo.”
Claudia acredita profundamente na educação como ferramenta de transformação. “Culturalmente, as mulheres são ensinadas a cuidar de todos, menos de si mesmas. Além disso, com a entrada no mercado de trabalho e as múltiplas tarefas que acumulam, elas acabam negligenciando o autocuidado”, observa. Para ela, o desafio é ainda maior em regiões onde o acesso aos serviços de saúde é escasso. “Em muitas áreas do Brasil, as mulheres não têm acesso a exames básicos de rastreamento ou a consultas periódicas. Isso cria uma bola de neve: a falta de tempo, de informação adequada e de acesso aos serviços de saúde alimenta um ciclo vicioso que precisamos quebrar.”
A navegadora oncológica também destaca a importância da atuação do MAMA na conscientização de mulheres de todas as idades sobre o autocuidado e a prevenção do câncer de mama. “Nosso trabalho é educar e conscientizar. Queremos que as mulheres entendam que o câncer de mama, quando detectado precocemente, tem grandes chances de cura. Quanto mais cedo agirmos, melhores serão os resultados”, explica. Para ela, a missão do MAMA é clara: “estamos aqui para garantir que a informação correta chegue a quem mais precisa, em todos os cantos do país. A educação em saúde é um direito, e nossa luta é para que todas as mulheres tenham acesso a isso.”
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