Flashes de Helen Salomão: a fotografia como instrumento de diálogo social
Por Karine Menoncin para MAMA MAG
A inspiração vem do cotidiano, onde a vida e a arte pulsam ao seu redor. Como um paradoxo, os registros fotográficos eternizam a urgência do presente. Exaltando a população negra, em especial as mulheres, a arte de Helen Salomão dialoga sobre corpo, memória, espaço e tempo.
Em suas imagens, o cotidiano se expressa pelos corpos que transcendem padrões e clamam por liberdade. São mulheres que assumem o protagonismo de suas histórias e de sua arte, construindo afetividades e expressando sua identidade.
A convite do MAMA, a fotógrafa baiana conta sua formação e trajetória, além das ideias que deseja materializar no presente-futuro.
Há uma beleza na forma como a arte pode encontrar uma pessoa e mudar sua vida. Para Helen Salomão, foi exatamente isso que aconteceu. Seu interesse pela arte começou por curiosidade, mas logo se tornou uma parte vital de quem ela é como artista e mulher. “Costumo dizer que a arte me encontrou e eu aceitei o convite”, é assim que Helen interpreta.
Na periferia de Salvador, começou sua jornada estudando sozinha fotografia. Cursos pareciam inacessíveis diante das escassas opções que alguém sem recursos financeiros poderia ter.
As portas se abriram quando ela descobriu um curso gratuito de arte e tecnologias para os jovens da comunidade. No Oi Kabum, não desenvolveu apenas técnicas, mas achou o seu foco.
Viu através de outras lentes, àquelas que pareciam tão distantes antes da formação, uma versão nova de si mesma. “Fiz o processo seletivo, passei e foi nesse espaço que eu me tornei artista e tive a possibilidade de pensar em quem eu poderia ser”, relembra.
Desenvolvendo a arte de capturar a essência
Hoje, sua fotografia retrata “a periferia sem sangue, a poesia dos espaços e a não padronização dos corpos femininos”, como ela define. Já expôs em importantes espaços de arte, como o Fowler Museum na UCLA (Califórnia) em 2017, o Arte core no MAM do Rio de Janeiro em 2019 e no Instituto Tomie Ohtake em 2021.
Comprometida em retratar a diversidade feminina em sua arte, acredita que a conexão com o feminino pode ser construída através da beleza e potência de todas as mulheres, celebrando a diversidade e a complexidade que existe dentro do gênero.
A emancipação pelo olhar artístico
Helen percebe seu papel como artista, dentro do movimento MAMA e do cenário social brasileiro, como um meio para debater tópicos relacionados ao cuidado de forma integral.
“Me vejo como um elo para discutir assuntos como o autocuidado para além da estética e a busca pela emancipação do corpo e mente.”
Para ela, a arte deve ter um propósito e estar conectada com a saúde e os direitos humanos:
“A arte com propósito, as atividades físicas, o lazer e o conhecimento, no geral, devem ser acessíveis para todos, todas e todes de forma gratuita. A gente precisa existir de todas as formas possíveis e se nutrir do que realmente importa”.
Quando se trata de suas perspectivas, Helen deseja que seu trabalho tenha um impacto positivo na vida das pessoas, inspirando outras pessoas, especialmente mulheres, a encontrarem sua voz.
“Eu espero seguir tendo verdade e propósito como pilar do que produzo, que o presente reflita nas minhas construções e que a minha arte movimente e potencialize o outro.”
MAMA MAG é uma iniciativa do MAMA. Semanalmente, publicamos entrevistas e reportagens sobre assuntos que conectam arte, cultura, tecnologia, saúde e bem-estar.
Acompanhe nossa CURAdoria:
Flashes de Helen Salomão: a fotografia como instrumento de diálogo social
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A inspiração vem do cotidiano, onde a vida e a arte pulsam ao seu redor. Como um paradoxo, os registros fotográficos eternizam a urgência do presente. Exaltando a população negra, em especial as mulheres, a arte de Helen Salomão dialoga sobre corpo, memória, espaço e tempo.
Em suas imagens, o cotidiano se expressa pelos corpos que transcendem padrões e clamam por liberdade. São mulheres que assumem o protagonismo de suas histórias e de sua arte, construindo afetividades e expressando sua identidade.
A convite do MAMA, a fotógrafa baiana conta sua formação e trajetória, além das ideias que deseja materializar no presente-futuro.
Há uma beleza na forma como a arte pode encontrar uma pessoa e mudar sua vida. Para Helen Salomão, foi exatamente isso que aconteceu. Seu interesse pela arte começou por curiosidade, mas logo se tornou uma parte vital de quem ela é como artista e mulher. “Costumo dizer que a arte me encontrou e eu aceitei o convite”, é assim que Helen interpreta.
Na periferia de Salvador, começou sua jornada estudando sozinha fotografia. Cursos pareciam inacessíveis diante das escassas opções que alguém sem recursos financeiros poderia ter.
As portas se abriram quando ela descobriu um curso gratuito de arte e tecnologias para os jovens da comunidade. No Oi Kabum, não desenvolveu apenas técnicas, mas achou o seu foco.
Viu através de outras lentes, àquelas que pareciam tão distantes antes da formação, uma versão nova de si mesma. “Fiz o processo seletivo, passei e foi nesse espaço que eu me tornei artista e tive a possibilidade de pensar em quem eu poderia ser”, relembra.
Desenvolvendo a arte de capturar a essência
Hoje, sua fotografia retrata “a periferia sem sangue, a poesia dos espaços e a não padronização dos corpos femininos”, como ela define. Já expôs em importantes espaços de arte, como o Fowler Museum na UCLA (Califórnia) em 2017, o Arte core no MAM do Rio de Janeiro em 2019 e no Instituto Tomie Ohtake em 2021.
Comprometida em retratar a diversidade feminina em sua arte, acredita que a conexão com o feminino pode ser construída através da beleza e potência de todas as mulheres, celebrando a diversidade e a complexidade que existe dentro do gênero.
A emancipação pelo olhar artístico
Helen percebe seu papel como artista, dentro do movimento MAMA e do cenário social brasileiro, como um meio para debater tópicos relacionados ao cuidado de forma integral.
“Me vejo como um elo para discutir assuntos como o autocuidado para além da estética e a busca pela emancipação do corpo e mente.”
Para ela, a arte deve ter um propósito e estar conectada com a saúde e os direitos humanos:
“A arte com propósito, as atividades físicas, o lazer e o conhecimento, no geral, devem ser acessíveis para todos, todas e todes de forma gratuita. A gente precisa existir de todas as formas possíveis e se nutrir do que realmente importa”.
Quando se trata de suas perspectivas, Helen deseja que seu trabalho tenha um impacto positivo na vida das pessoas, inspirando outras pessoas, especialmente mulheres, a encontrarem sua voz.
“Eu espero seguir tendo verdade e propósito como pilar do que produzo, que o presente reflita nas minhas construções e que a minha arte movimente e potencialize o outro.”
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